Trabalhadores são resgatados em situação análoga à escravidão em Parauapebas, no Pará

Dois trabalhadores foram resgatados de situação análoga à de escravo em uma propriedade rural de Parauapebas, no sudeste do Pará, durante operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego nas primeiras semanas de agosto. O dono da fazenda terá que pagar mais de R$ 93 mil em indenização por dano moral individual aos resgatados, além de cumprir outras obrigações definidas em acordo com o Ministério Público do Trabalho.
No local, os fiscais encontraram alojamentos de madeira deteriorados, com risco de desabamento. Ratos e animais peçonhentos circulavam pelo espaço, e os banheiros ficavam do lado de fora, em condições precárias de limpeza e saneamento. Os trabalhadores não tinham registro oficial e não tinham transporte disponível para os deslocamentos. Além disso, houve relatos de ameaças, incluindo disparos de arma de fogo para o alto. A rotina começava antes do amanhecer, às 5h, com apenas um breve intervalo para alimentação e se estendia até a noite, incluindo a extração de madeira para venda e construção de cercas.
Na mesma operação, realizada nas duas primeiras semanas de agosto, outros 17 trabalhadores já tinham sido resgatados em uma fazenda na região de São Félix do Xingu. O fazendeiro firmou três Termos de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho. Os documentos estabelecem: o registro retroativo dos trabalhadores, quitar as verbas rescisórias devidas e se comprometer a não reincidir em práticas de trabalho análogo à escravidão. Além da indenização individual, também foi acertado o pagamento de um valor por dano moral coletivo, que será destinado a projetos sociais indicados pelo MPT.
Fonte: g1.globo.com
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