
O estado do Pará tem registrado um aumento preocupante nos casos de mpox (antiga varíola dos macacos) nas últimas semanas, levando as autoridades de saúde a reforçarem ações de vigilância e conscientização. Segundo dados atualizados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), já foram confirmados 64 casos da doença em 2025, concentrados majoritariamente na Região Metropolitana de Belém e em municípios do nordeste paraense.
A mpox é uma doença viral transmitida por contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados. Os principais sintomas incluem febre, dor no corpo, inchaço dos gânglios linfáticos e erupções cutâneas características.
Segundo o infectologista Dr. Paulo Medeiros, do Hospital Universitário João de Barros Barreto, “a situação é preocupante, mas controlável com vigilância ativa e informação clara à população. O mais importante agora é que as pessoas com sintomas procurem atendimento e evitem contato próximo com outras pessoas.”
Perfil dos Casos e Prevenção
A SESPA informou que a maioria dos casos notificados envolve homens entre 20 e 40 anos, e que a transmissão tem ocorrido, principalmente, por contato íntimo. Apesar disso, o órgão reforça que qualquer pessoa pode se infectar, independentemente de sua orientação sexual.
As recomendações de prevenção incluem:
- Evitar contato físico com pessoas que apresentem lesões suspeitas.
- Não compartilhar roupas, toalhas ou objetos pessoais.
- Usar preservativos e manter cuidados de higiene durante relações sexuais.
- Buscar atendimento médico ao notar sintomas como febre e erupções na pele.
Vacinação e Resposta Pública
O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de vacinas contra o mpox em estados com maior incidência. No Pará, as primeiras doses foram destinadas a profissionais de saúde e pessoas imunossuprimidas. A SESPA aguarda novo lote para ampliar a campanha.
Enquanto isso, unidades de saúde da capital e de cidades como Ananindeua, Marabá e Santarém estão reforçando o monitoramento de casos suspeitos e orientando a população por meio de campanhas informativas.
O que fazer em caso de suspeita?
A orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde, usar máscara e evitar contato direto com outras pessoas. O diagnóstico é feito por meio de exame laboratorial, e os casos leves podem ser tratados em casa com isolamento.
Serviço:
Para mais informações, acesse o site da SESPA (www.saude.pa.gov.br) ou ligue para o Disque Saúde: 136.
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