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Do isolamento à devastação: como o turismo predatório tem transformado ilha preservada na cidade da COP 30

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Partindo do porto de Belém, no Rio Guamá, em menos de 20 minutos de lancha é possível trocar a confusão urbana de uma metrópole pela calmaria da floresta amazônica. Ou era. Desde que o turismo descobriu uma ilha chamada Combu, a vida dos ribeirinhos da região nunca mais foi a mesma. Nascido e criado nessa ilha, onde não há ruas e a locomoção é feita apenas pelas águas, Ronaldo Pinho, de 40 anos, ganha dinheiro com a coleta extrativista de açaí – fruto amazônico que ganhou fama pelo mundo – e da pesca de peixe e camarão. Mais recentemente, ele se tornou também piloto de embarcação. As circunstâncias o levaram a este novo ofício, já que o número de turistas querendo navegar pelos rios que ele cresceu navegando aumentou exponencialmente na última década. Eles são atraídos pela expectativa de vivenciar a Amazônia há poucos minutos da cidade, usufruindo da infraestrutura de restaurantes e pousadas construídos ao longo do leito do rio.

O aparecimento desses turistas demanda cada vez mais embarcações, o que faz empresários construírem ainda mais empreendimentos, o que por sua vez atrai mais turistas e segue o ciclo. Foi aí que Ronaldo viu a oportunidade financeira. Em uma rápida travessia transportando passageiros em sua lancha com 12 lugares, ele arrecada R$ 300. “O turismo mudou muito a vida aqui. Abriu vagas de empregos e hoje não precisamos sair da ilha para buscar essas oportunidades, o que considero uma mudança muito importante”, atesta, mas em seguida faz um relato preocupante. “O camarão, por outro lado, desapareceu do nosso rio. Antes tínhamos em grande quantidade e hoje não conseguimos mais pescar. Alguns dizem que o fluxo de muitas embarcações circulando o dia todo está afetando a fauna aquática”, lamenta Ronaldo.

Fonte: g1.globo.com

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