Como projeto no Pará quer recuperar floresta desmatada vendendo crédito de carbono?

Estado anfitrião da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a COP, o Pará liderou o ranking de desmatamento no Brasil e quer mostrar ao mundo como transformar áreas degradadas em floresta novamente e ganhar dinheiro mantendo a Amazônia em pé. A proposta é utilizar o mercado de créditos de carbono para recuperar áreas já derrubadas e ao mesmo tempo garantir receita com a preservação. Embora o desmatamento na Amazônia tenha diminuído, os números ainda deixam clara a dimensão do problema. Só em 2021, o Pará perdeu mil quilômetros quadrados de floresta, uma área maior que a cidade de São Paulo. O custo para restaurar tudo é bilionário.
Uma das respostas para custear o florestamento está no primeiro projeto do Brasil voltado à recuperação de floresta pública com venda de créditos de carbono. A iniciativa está sendo implementada na Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu, em Altamira. São mil hectares, área maior que Belém inteira, que serão reflorestados pela iniciativa privada. O projeto no Pará é do tipo ARR, sendo previsto o florestamento em área antes usada como pasto para criação ilegal de gado. O investimento previsto é de R$ milhões. Em anos, a receita pode chegar a R$ milhões. Segundo o governo, o reflorestamento sequestrará milhões de toneladas de CO2, equivalente a retirar quase milhões de carros das ruas por um ano.
Fonte: g1.globo.com
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