Avenida que corta floresta em Belém muda rotina de famílias: 'chorei de tristeza quando vi derrubarem o açaí'

Máquinas trabalham no meio da floresta e abrem espaço para a Avenida Liberdade em Belém. A via terá quilômetros de extensão e promete, segundo o governo estadual, ajudar a desafogar o trânsito nos acessos à capital paraense. O projeto, no entanto, gera polêmica, é alvo de ação judicial e preocupa ambientalistas, além de moradores tradicionais da área de proteção ambiental que tiveram suas rotinas alteradas com as obras. “Quando eles começaram a passar a máquina, eu chorei de tanta dor, tanta tristeza que eu via eles derrubando sem pena o açaí, porque aqui é o nosso ganha pão”, afirma Ana Alice dos Santos, agroextrativista.
Famílias ribeirinhas que dependem da pesca e do extrativismo afirmam que o rio da região tem recebido rejeitos e sofre com o assoreamento. A água antes usada no dia a dia agora aparece barrenta. O pescador Ivanildo da Silva diz sofrer com prejuízos que a obra tem causado para quem depende da pesca como fonte de renda. “O peixe sumiu. O camarão a gente pega bem pouquinho. A água está poluída”, diz. Com a derrubada das plantações, a agroextrativista Andreia da Costa explica como ela e a família estão fazendo para coletar açaí. “Os meus filhos estão trabalhando com os outros moradores. Meu marido está trabalhando com o que restou, muito pouco, para vender”, lamenta.
Avenida de km que vai cortar floresta em Belém segue em obras e na mira de ação judicial. Prometido para outubro e agora para ser finalizado até o fim de, o projeto foi anunciado em, mas só ganhou ritmo após a confirmação de Belém como sede da COP. O traçado passa por uma unidade
Fonte: g1.globo.com
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