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Apesar da isenção, exportações de madeira do Pará sofrem queda de 11% e setor teme efeitos da tarifa dos EUA

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As exportações de madeira e subprodutos do Pará caíram 11,57% entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex). O valor somou US$ 120,27 milhões.

Em julho, as vendas externas recuaram 17,63% em relação a junho, totalizando US$ 20,65 milhões. O volume embarcado também caiu, com queda de 25,96% no mês.

  • O setor teme os impactos da tarifa dos Estados Unidos, principal destino da madeira paraense, que responde por 34,68% do valor exportado.
  • Apesar de a madeira serrada e aplainada estar na lista de isenção, a medida ainda gera preocupação entre os exportadores.

“Embora alguns produtos tenham sido isentos, a falta de clareza sobre os códigos tarifários efetivamente atingidos mantém o setor em alerta. Caso a tarifa seja aplicada sobre itens relevantes, podemos enfrentar perda de competitividade frente a outros países exportadores e impactos na produção e no emprego,” avalia o consultor técnico da Aimex, Guilherme Carvalho.

  • Além dos EUA, a União Europeia é o segundo maior mercado para o produto, mas a entidade avalia que não será possível substituir, no curto prazo, o volume comprado pelos americanos.
  • Entre os concorrentes que exportam madeira tropical aos EUA estão Vietnã, Camboja, Tailândia, Indonésia, Malásia, Camarões, República Democrática do Congo, Equador e Gana, que receberam tarifas menores.

O relatório mostra que o Pará é o quinto maior exportador de madeira do Brasil, ficando atrás apenas de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Fonte: g1.globo.com

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