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Ação ambiental leva filhotes de tartaruga ao mar em Salinópolis

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Salinópolis, PA — Um grupo de moradores, turistas e representantes de órgãos ambientais acompanhou na tarde de quarta-feira (6) a soltura de filhotes de tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) na Praia do Atalaia, em Salinópolis. Cerca de 79 filhotes, monitorados desde a desova, foram conduzidos ao mar em uma ação que combina proteção de fauna e educação ambiental. 

A atividade marcou a conclusão do monitoramento de um ninho localizado na Praia do Atalaia — o trabalho havia começado em junho e durou aproximadamente 50 dias, conforme explicaram os organizadores. Equipes da ARVUT Meio Ambiente e do Instituto Bicho D’Água, com apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), acompanharam o nascimento, proteção e soltura dos filhotes. O projeto também integra medidas exigidas pelo licenciamento ambiental federal e conta com apoio técnico do Ibama. 

“A soltura conclui o ciclo de monitoramento do último ninho localizado na Praia do Atalaia. Nosso foco é garantir que esses filhotes cheguem com segurança ao mar, seguindo seu instinto natural”, afirmou Josie Figueiredo, coordenadora de campo do projeto, em declaração divulgada pelos órgãos envolvidos. Segundo ela, embora este tenha sido o último ninho sob cuidados na área mencionada, outros ninhos em locais como Algodoal e Soure permanecem sob vigilância e podem eclodir em dias seguintes. 

A soltura atraiu atenção local e foi aproveitada como momento de sensibilização: escolas, voluntários e funcionários públicos participaram da ação, que reforça práticas de prevenção — como o controle de circulação de veículos na faixa de areia durante a noite — fundamentais para reduzir a destruição de ninhos e a compactação da areia. O trabalho de monitoramento noturno tem sido intensificado justamente para proteger a reprodução das tartarugas na região. 

Além do caráter simbólico, a operação tem importância prática. As tartarugas-oliva e outras espécies marinhas enfrentam pressões como perda de habitat, poluição e luminosidade artificial que desorienta os filhotes. Por isso, equipes técnicas ressaltam que os animais devem ser soltos o mais próximo possível do momento de eclosão — em muitas espécies, até seis horas após o nascimento — para preservar seu comportamento natural e maximizar chances de sobrevivência. 

O que vem a seguir — As instituições parceiras informaram que continuarão o monitoramento de outras áreas e a realização de ações educativas durante a temporada. A participação comunitária é apontada como elemento-chave para o sucesso das iniciativas: desde reportar possíveis ninhos à vigilância de práticas que ameaçam os locais de desova.

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